sábado, 21 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Mainha me ensinou [S.T.S.R]
“eu nunca fui uma pessoa fácil, nem como adulto e muito menos quando criança. Mas Mãe, em um dia nada especial, eu olhei para o Sol, pensei em coisas, lugares e pessoas que amei e de todos os rostos que vi, você foi o que esteve sempre ao meu lado, nesse vislumbre, percebi a força que temos quando estamos juntos, o mundo pode vir com tudo e nos derrubar, nós continuaremos tentando, nós continuaremos voando, com uma criatura como você ao meu lado eu vencerei exércitos e suportarei toda a dor. Através de toda a mentira e caos do mundo você tem sido a verdade e inspiração, pois como você diz, eu sempre fui diferente, nunca me senti um ser humano comum e parte disso é culpa sua, pois eu não sou um ser humano comum por ter você como mãe, isso por si só já me torna especial, ser seu filho.” [Do meu texto “Mãe”.]
Hoje eu queria aproveitar pra falar uma pouquinho sobre a minha mãe. Mas vou contar uma história.
“A história é atribuída a antropóloga lésbica norte-americana Margaret Mead (1901-1978), que integrou a corrente teórica da Escola Americana relacionada aos comportamentos e aos padrões culturais.
Indagada por um aluno sobre o que
ela considerava ser o primeiro sinal de civilização do ser humano, Margaret
respondeu de forma diferente da esperada. Não disse que anzóis, panelas de
barro, pedras de amolar ou outros utensílios foram os primeiros sinais de
civilização, mas sim um fêmur (osso da coxa) quebrado e cicatrizado.
Mead explicou que, no reino animal,
se você quebra a perna, você morre. Você não pode correr do perigo, ir até o
rio beber água ou caçar comida. Você é carne fresca para os predadores. Nenhum
animal sobrevive a uma perna quebrada por tempo suficiente para o osso sarar.
E minha mãe me
ensinou sobre gente. No dia a dia, sobre gente que ama, gente que sonha, gente
que vive num mundo tão belo, gente que faz amizade por causa do jardim que você
tem e pra pedir mudinhas de plantas. Minha mãe é dessas que anda com uma
tesourinha na bolsa pra pegar mudinhas na rua. [Como não amar essa mulher?].
Ela não planta em vão, só porque as plantas são belas ou dão flores, ela ensina
a qualquer um que um jardim bem cuidado proporciona felicidades, de ter um chá
pra curar azia, dor de cabeça, friagem e acho que durante a minha adolescência
ela me fez uns chás de curar feridas de amor. Minha mãe me explicou porque tem
gente que não sabe amar e como temos que reagir a elas, que um jardim bem
cuidado, repleto de amor e tempo, uns adubo, umas tarde sentado ao Sol, que o
pé na terra manda pro mundo as energias que a gente não quer e transforma tudo.
Minha mãe me ensinou a olhar a natureza e me espantar com sua beleza, também me
ensinou que chorando a gente a gente se refaz, que todo jardim precisa de umas
regas dessas, que cada pessoa tem seu tempo, assim como as plantas. Tudo
precisa de amor e agua é vida. Minha mãe me ensinou sobre gente que mesmo com
pouco cuida do que tem e divide quando sobra, da fruta que a arvore dá ao “bom
dia” ao cobrador. Minha mãe me ensinou que comida é sagrada, que a gente tem que
observar o que entra no nosso templo/corpo e verificar o que causa. Sabe quando
falam que o mundo perdeu muitas pesquisadoras fantásticas que acabaram cuidando
do lar? Minha mãe ouvia e cantava em italiano algumas musicas, elas sentava, ouvia,
lia junto em italiano sem nunca ter feito curso de italiano, procurava a
tradução [sem internet] e aprendia.
Ela também me ensinou a estudar, E EU SOU DISLEXO. Minha mãe me ensinou sobre
musica, mas mais importante ainda, ela me ensinou que até as arvores dançam ao
vento, com o batucar da chuva, com a força do ar e com cheiro de terra se
espalhando, logo a gente não devia ter vergonha nenhuma de dançar. Minha mãe
me ensinou que isso também é sagrado,
que se existe um Deus ele está presente não só em cada folha de arvore que cai,
mas dentro de toda a gente. Que ser humano faz parte da natureza e que essa
energia chamada felicidade só é completa se dividida. Me ensinou que conversar
é bom, que silencio é bom, que gritar é bom e que amar é um jeito de sempre
estar certo. A deusa Atenas da Grécia, era a deusa da Sabedoria em batalha, ela
com toda a simbologia da sabedoria da época não tinha filhos, porque ser mãe ia
requerer dela total atenção. Eu acho a palavra mãe grandiosa justamente pela
mãe maravilhosa que eu tive. Eu acho que não teria palavra forte o suficiente
em alemão pra expressar a força que minha mãe tem, ela me ensinou a me amar e a
amar todos aqueles que são diferentes de mim, as vezes minha mãe até recorria
as palavras de Deus, músicos, poetas, professores, astrólogas, benzedeiras,
psiquiatra pra tentar entender a criança doida que eu era e de tudo que ela
podia me ensinar ela sempre me ensinou que o abraço é o remédio do coração e
que “Amor” é a forma certa de agir. E eu depois que cresci com o exemplo da
determinação dela, questionei até os deuses e suas existências em meu livros,
estudos, musicas, eu que precisa de tempo, eu que precisa aprender ela esta
sempre ali, disposta a amar, se há um deus Amor ele há de ser Mãe. Não tem
qualidades, palavras, que eu possa tentar atribuir pra falar sobre o orgulho, o
privilégio, a benção, ou pra falar sobre o quanto ela é uma existência
maravilhosa, apesar de todas as encrencas, não há língua que tenha inventado
elogio que caiba, só me resta dizer PARABENS!
*¹ https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/empatia-esperanca-e-fe-o-que-podemos-aprender-com-a-crise-do-coronavirus/
sábado, 4 de julho de 2020
Um tijolo. [Na construção do que?]
Vou começar falando como as coisas são estranhas num geral, então pode parecer que eu estou falando sobre alguma coisa, mas eu devo estar fazendo uma metáfora.
Tem uns crushs sabe? Quando a gente não sabe definir muito bem se a outra pessoa é um rolo bom, uma pessoa que você ainda não percebeu que está insistindo mas não deveria. Por qualquer razão que seja. Nem que sejam só umas paranoias da sua cabeça. Um crush, alguém que a gente não sabe dizer muito bem o que é nem se é alguma coisa de fato, então explicar como um crush pode ser é inútil, cada crush de alguém é a confusão de alguém, logo crush não se compara. Cada caso um caso.
Se eu e o crush vamos dar certo, se você que está lendo e seu crush vão dar certo, ou se seu ultimo crush deixou de existir, porque passou a ser outra coisa, mais presente,mais distante. Física ou emocionalmente crush são sempre temporários. Se a gente vai dar certo, se a gente não vai dar certo no futuro, o negócio é o seguinte. Eu imagino umas coisas românticas que às vezes não tem romantismo, e outra pessoa não tem nada a ver com as coisas que eu imagino. Me acontecem uns sentimentos às vezes. Esse crush é uma pessoa que me causa um sentimento que eu gosto muito. Se está certo o que ele faz com o que eu faço pra demonstrar, como ele recebe as informações de mim que dou a ele, são da cabeça dele e não da minha. Então o crush causa uns sentimentos às vezes e eu que me deixo inspirar pelo que sinto e geralmente escrevo, tem gente que faz a gente se sentir melhor as vezes. E pessoas num geral são complicadas, imagina as pessoas que a gente chama de crush. Como a gente não sabe muito bem o que é, o crush causa euforia e decepção. Às vezes eu tenho que lembrar que eu estou decepcionado com as expectativas que eu crio e não com a outra pessoa. A expectativa que eu crio, com uma musica que ouço, com uma poesia que eu leio, com uma citação de serie, com um meme no Facebook ou uma figurinha safada que eu guardo pra usar com o crush depois, são expectativas que eu estou criando. E são momentos gostosos PRA CARALHO. Sabe aquela musica que começa quando você está no banho, e ela te lembra alguém, e você sai do banho decidido a mandar um: “Já ouviu essa musica?”, “Como você está?” ou puxar um assunto aleatório... Eu gosto de musicas que me lembram pessoas, que me lembram lugares, que me lembram conversas, que me lembram momentos, que me faz ter uns pensamentos bons e uns sentimentos gostosos. Eu acho inclusive que musica serve pra isso. E eu como pisciano confesso que já ouvi musicas mais duradouras que alguns crushs que eu tive. E tudo bem não dar certo as vezes. A gente não pode é deixar de cuidar da gente e lembrar que as expectativas se tornando ou não realidade são gostosas por si mesmas. E tem que se lembrar de NÃO ser um stalker obsessivo. Ninguém está no mundo pra suprir as expectativas dos outros.
Tem dias que eu vou ficar decepcionado porque o crush não atendeu a minha expectativa, e não respondeu minha mensagem, ou cagou pra musica que eu mandei. Tem dias que eu vou ficar decepcionado comigo mesmo, por ter ou não ter um crush, pra atender ou não minhas expectativas que eu posso ou não ter sobre ele. Tem dias que a conversa com o crush vai seu uma das coisas que mais me fez sorrir no dia. Por mais que não tenha sido um conversa profunda, ou umas esquisitices pessoais que a gente tem em comum,. Pode ser uma foto de uma borboleta que eu vi e mandei pro crush que adora borboletas. Imagina você que gosta de borboleta [coloque o exemplo que quiser] receber uma foto de uma borboleta, assim do nada! Eu olho pra esses momentos como bobos, mas eu desejo a todas as pessoas que elas tenham tipos de relacionamentos que causem sentimentos onde o encontro com a realidade seja agradável, gostoso, inspirador. Que dure uma musica, um poema, uma vida. Se a gente não se apegar aos momentos de felicidade que a gente tem, a gente tem o que a oferecer ao crush? Que tipo de relacionamento a gente pode criar se a gente tentar fazer ser proveitoso pro outro a experiência como ela é pra gente? Então tento eu ser o crush que eu gostaria de ter, pra talvez deixar de ser crush, ou continuar essa confusão gostosa de partilha de momentos bons. Até semente que não brota uma hora vira nutriente pra terra. A gente que lute por um mundo melhor. Em cada momento que a gente lembrar e conseguir fazer algo bom pra gente e pro outro, mostrando que a gente se importa, nem precisa ser crush é que a gente complica uma coisas...
[Este texto por exemplo é um jeito estranho de dizer parabéns]
domingo, 12 de abril de 2020
A Promessa Mais Importante [O que Pretendemos Cumprir]
Uma vez numa conversa qualquer eu mandei a música I’ll Stand By You – The Pretenders para alguém. Eu gosto particularmente dessa música porque ela vai de encontro a muita coisa que eu penso. Eu acho que tem promessas que as pessoas fazem que não sabem ao certo a consequência de fazê-las. Podem me julgar mas eu não acredito muito quando falam “pra sempre”. “Eu vou te amar pra sempre” quando me deparo com essa frase eu penso na quantidade de coisas que podem acontecer num pra sempre e se a pessoa está pensando na fidelidade daquilo que ela está prometendo. Eu penso no amor como uma das forças mais potentes do universo e acredito que ele seria em si a solução de tudo. E acho que ele é tão potente justamente pelas transformações que ele causa e as transformações dele mesmo. Em filmes ou livros o amor de início é diferente de amor do meio, que é um amor diferente no fim da história. Nós nunca sabemos qual será o fim da nossa história, nem quando é o meio e já confundimos paixões e desejos com amor.
A canção é alguém falando com outra pessoa, dizendo:
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
A Melhor Forma de Ferir Quem Te Ama. [É não se amar].
Seria injusto me apaixonar no momento que estou. Há muito amor em mim por mim. Mas se for pra me apaixonar eu topo, eu me apaixono por amigos que mandam uma música que ouviram e acharam bonita e queriam compartilhar. Pra mim já é muito fofo e uma declaração de amor você ouvir uma música e mandar pra alguém. Tem coisa melhor que música?
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
Sobre amor próprio e o que fazer com ele. [J.C.S]
Eu me apaixonaria por mim mesmo caso eu visse alguém vestido como estou nessa foto, não pela roupa, mas pelo significado do que estou vestindo, minha própria cara. Olhar no espelho, colocar uma camiseta, uma calça, passar um tempo arrumando o cabelo e o sapato velho de todo dia, assim como essas coisas muito simples que faço praticamente todos os dias. Não é sobre o preço, ou sobre a marca ou a roupa. É olhar no espelho e se ver, vestindo e sentindo-se tão feliz e livre quanto estar nu olhando pra ele. Sou dessas pessoas que pra estar vestido olhando para o espelho antes já passou por um banho onde provavelmente dancei qualquer música que estava tocando enquanto me ensaboava ao som dela, talvez eu tenha cantado essa música como se fosse uma diva em seu show particular, cantando para uma multidão imaginaria que sempre adora meus shows durante o banho. Antes de me vestir eu sou tantas faces de mim. Faço o pirocoptero alguns dias e em outros dispo-me da toalha como uma dama tira seu vestido. E acho que hoje em dia eu tenho mostrado mais de mim mesmo, mesmo quando estou vestido, por entre a gente, gente que eu sei que olha pra mim, gente que eu estou vendo também, todos os dias nas obrigações diárias e outros na rua ou em um dos ônibus que pego para o trabalho. Não me importo com o que estão vestindo também. Porque eu prefiro olhar nos olhos e não na qualidade/beleza da roupa ou se é um uniforme parecido com o meu ou diferente. Eu tenho mostrado mais de mim mesmo também a essas pessoas todas que passam por mim. E por isso hoje eu me olho no espelho e me sinto feliz, porque eu tenho muito carinho pela pessoa ali dentro do espelho, e se eu olhar de perto, nas minhas conversas internas, os olhos daquela pessoa me dizem que essa pessoa tem muito carinho para dar .
Estamos em época de começo de ano e todas as pessoas com crenças religiosas ou não definem como “uma nova rodada” do tempo ou da vida. Preparam-se pra novos desafios diários, fazem desejos internos clamando ao deus que crê e fazendo promessas a si. Prometemos na maioria das vezes que seremos melhores. Mesmo com a rotina que nos esmaga. Nós podemos batalhar mais, rir mais e amar mais. Tentaremos fazer coisas novas ou mais das coisas boas que fizemos no passado. Vamos aprendendo como viver a cada dia e já sabemos disso, aprendemos que roupas não nos definem, que pele não nos define, quais bandeiras nos representam e sabemos que a realidade na maioria das vezes nos vem com demandas. Mas que não podemos esquecer que somos uma eterna descoberta de nós mesmos e que cada ser em volta ou acontecimento presente transforma o mundo e nós mesmos de maneiras diferentes, somos partes de uma engrenagem caótica do universo em expansão. Não somos tão responsáveis assim pelas nossas atitudes sendo que nos distraímos as vezes com coisas sem tanta importância. As vezes nos esquecemos da mensagem da Raposa no livro do Pequeno Príncipe: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. E que todas as pessoas, por uma simples questão de calendário em alguns dias próximo do final do ano se fazem promessas de serem melhores e que podemos ajudar. Podemos ajudar cada senhora que passa por nós subindo a rua de casa com um sorriso e um “bom dia”. As vezes só um sorriso mesmo depois de olhar alguém, olhar o que as pessoas vestiram se olhando no espelho ou não, construindo essa roupagem pra encarar a vida e mostrar mais da própria essência, reconhecer isso, olhar nos olhas da pessoa e a reconhecer como igual e digna do mesmo carinho que você dá a si mesmo.
Já parou pra pensar que tu nunca viu a própria cara, a não ser em fotos ou refletida em algum lugar? Você nunca pôde olhar nos seus olhos como as outras pessoas olhariam e a essência do que somos se mostra ali e em tudo que há em volta. Mostrando quem você é, suas cicatrizes, suas marcam de idade, ou espinhas, os adornos e o que escolherem pra vestir hoje. Qual cara mostrar? A melhor que tivermos! Tentando carregar nos olhos a felicidade de ser quem somos. Saber que é livre dentro do próprio corpo, esteja ele ou não nos padrões sociais, esteja ele com a roupa que for mais confortável ou com o que você acha que te dá um up no visual. Porque no fundo devemos ser aquela pessoa que de tão feliz canta junto com a música, que dá bom dia na rua, que sorri a desconhecidos, agindo de forma boba as vezes e dramática também, é mais gostoso quando a gente reconhece os próprios erros por exemplo e não tem medo de esconder, damos exemplos da nossa essência quando somos carinhosos com nós mesmo quando olhamos E pensamos “Eu errei. Tudo bem, tentarei ser melhor da próxima”. Eu gosto de tratar as pessoas com o carinho que eu gostaria que tivessem comigo. Eu acho que lá no fundo é isso que pode fazer da realidade algo mais feliz.
Porque podem nos ter colocado na cabeça que somos soldados lutando por liberdade, que tudo que queremos conquistar exige uma luta e que você perderá de alguma forma, que cada escolha é uma renúncia e que devemos revidar quando a vida nos colocar pra baixo, devemos lembrar que não é no final da vida que estaremos bem, é no caminho que as coisas acontecem. E ai o mundo pode te quebrar e chacoalhar isso só te fará mais forte caso continue mostrando do que você é feito. De ideais, de desejos, de crenças e que acredita que pode ser melhor a cada rodada da vida. Vamos nos fazer todos acreditar nisso e isso vai nos manter vivos. Que sejamos todas essas pessoas apaixonantes que querem se manter vivos, amando cada passo do caminho e que cada presente compartilhado possamos tratar as companhias dessa caminhada com o mesmo carinho que devemos olhar pra nós mesmo. Porque eu sou livre para amar e se a caminhada puder ser assim eu acredito que será melhor. Porque não é sobre o que juntamos pra nós, é sobre o que espalhamos, não é sobre ser melhor que o outro é sobre ser melhor que ontem.
sábado, 23 de novembro de 2019
Marcas que deixamos nas janelas. [E mudanças. E o que somos hoje].
Eu tenho o costume porco de não limpar janelas... Hoje, este que vos escreve, nesse relato que tem sido o blog, conta que nesse momento estou de partida de uma casa que tem essa janela na foto.
Tive muitas mudanças dentro desse quarto, sozinho ou acompanhado, compartilhei muito de mim aos visitantes que tive. Espero ter feito aquele momento que tivemos nesse quarto importante, ou espero ter feito desse momento tão importante pra mim a ponto de relatar no blog.
Penso um pouco no quanto eu mudei e aprendi olhando pra janela do meu quarto hoje, penso em pessoas, penso em músicas, penso em garrafas que esvaziam, em cafés que esfriam e cigarros apagando. Penso que fiz desse quarto um refúgio pra mim e para aqueles que compartilhei desse espaço. Tento pensar com carinho em todos vocês, por que se tem algo que aprendi nesses anos que moro aqui nessa casa é que devemos todos pensar com mais carinho nos momentos que tivemos, nas pessoas que conhecemos, nas relações que construímos e naquelas que só fazem parte daquilo que você é hoje. Sei lá se devo falar em amor, mas se tem uma marca que deixaram na minha janela é que devemos nos tratar com mais carinho. Pra transformar a vida num lar. Que independente do fim ou do tempo ainda possa ser uma lembrança que você possa pensar com carinho. Hoje paro um pouquinho pra pensar no que vou deixar nessa casa, mas me alegro muito no que aprendi e naquilo que quero manter, pra criar novas lembranças no meu novo lar, pra criar novas mudanças no meu novo lar. Porque ai talvez eu seja a louca paranoica que olha pra porra da janela imunda do quarto e pensa em pessoas muito importantes que pareciam se importar. Ai eu vejo que hoje eu tenho mais carinho por essa pessoa que sou e espero que você que tenha deixado uma marca nessa janela também possa compartilhar dessa mudança. E espero que possa pensar em você mesmo com mais carinho. Espero me tornar cada vez mais a pessoa que acha fofa uma janela suja. E espero criar mais marcas em janelas.
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
Escolha melhor as suas batalhas. [Sobrevivência não é uma competição.]
quarta-feira, 10 de abril de 2019
As arvores somos nos [Porque amizade é um amor que basta em si mesmo]
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Meu amor é de Humanas.
Sabe o quão difícil é encontrar alguém que realmente mexa com você, que pareça ser legal e que desperte interesse? Muito difícil!
Perdemos tempo demais com dicas de auto ajuda que pipocam na timeline, buscando uma definição de amor próprio que ninguém realmente entende o que é. Minha filosofia é de que eu quero que a outra pessoa saiba que eu quero, e quero que saiba o que eu sinto e que tempo não tem nada a ver com intensidade e se eu demorar 18 anos pra dizer ou não o que eu sinto nada justifica o amor além de saber que nenhuma pessoa é igual a outra, você só sabe como o outro faz você se sentir. E se isso não for forte o bastante pra te fazer seguir seu coração então eu não sei o que pode ser, mas um joguinho de desapego/desinteresse definitivamente não é. Amor também é reconhecer as fragilidades do outro e o tempo que se leva para chegar a algo, mas cada sinal da equação conta e cada possibilidade leva a algo no universo, que a gente não perca tempo não dando valor ao que realmente importa. Ter alguém por perto é maravilhoso podemos sonhar mesmo com amigos sobre não ter filhos ou ter filhos livres e conscientes de que relacionamentos não são estáticos, definições não valem o sentimento e que o mundo é um grande quintal onde todos podem e devem ser. Seja com um super estiloso terno Armani, Prada ou D&G ou nossos colares de barbante com uma pedra colorida porque o Amor é.









